quarta-feira, 23 de abril de 2008

O Pequeno Príncipe

se o essencial é invisível ao nossos olhos,
logo todos somos cegos, assim por dizer...
e se realmente nos tornamos responsáveis pelo q cativamos
logo devemos zelar e nos preocupar com oq quer que seja...

mas eu me pergunto, e se o essencial não é invisível
e você consiga enxergar com clareza o que precisas
e então, perceber que nunca pode alcançá-lo, o essencial?
e se aquilo que cativamos não mais faz nenhuma importância
e o que queremos cativar tb não está em nosso alcance?
devemos olhar as estrelas e procurar mais a fundo?
ou simplesmente concertar nossos "aviões" e seguir em frente?
devemos nos deixar ser picado pela serpente?
ou nos mudar para o mundo cheio de garrafas?
devemos contar sem parar? ou devemos reinar e ordenar?

agora, em outra visão, juntemos tudo...
zelamos por uma rosa mas não sabemos que ela é o essencial
e então, criamos nossa personalidade...
somos um pouco autoritários, um pouco fanfarrões esquecidos,
um pouco maníacos, um pouco diferentes, um pouco normais,
temos o veneno da serpente, e tb temos necessidade da água...
olhamos para as estrelas e temos um significado cada um...
pra no final perceber que não pertencemos a lugar algum
e assim somos picados pelo nosso próprio veneno e retornamos ao nosso lar... nosso pensamento...

O pequeno príncipe não tem nada de pequeno e nem de príncipe...
O pequeno príncipe é simplesmente o nosso cotidiano, ele é eu, você, ele é todos e nenhum...
e se ele sou eu, e eu sou ele, o livro não passa de uma mesmice
sendo assim, é um tormento, para mim...
essas reflexões simplesmente me deixam mais louco...
o mundo precisa de mais raposas, isso sim.


Pixies - Where is my mind?

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