Chegamos em um ponto de nossas vidas no qual nos perguntamos se valeu ou não a pena viver, nos perguntamos aonde foi parar a sanidade, e principalmente se seremos capazes de seguir em frente. Por que é tão difícil sorrir e viver uma vida normal e sem tormentos?
Talvez o mundo não esteja assim tão desconcertado, talvez sou eu que não me enqüadro e me emolduro em tal sociedade que tanto me enoja. Talvez tudo isso seja culpa de alguma disfunção ou desequilíbrio, e eu aqui a me martirizar e a tentar mudar algo que é eterno, assim por dizer.
Até quando vou ter que suportar essa dor? Até quando vou ser obrigado a me olhar no espelho e ver um reflexo turvo e sem cor? Eu preciso de respostas, eu preciso de um tempo. Eu preciso do mar, do ar e das flores. Mas só o que vem na cabeça é uma água escura, um vento impuro e uma beleza morta.
Outra mágoa profunda é a solidão, e mais uma vez eu culpei aos outros. Hoje eu parei pra pensar que talvez seja EU o motivo deste deserto interno, talvez EU afaste as pessoas no inuito de não sofrer, mas acabo chorando mais e mais. Eu não vejo saídas viáveis imunes ao sofrimento, e o que eu menos quero no momento é mais dor. Não quero felicidade, quero paz.
segunda-feira, 24 de março de 2008
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