A melancolia, para muitos, é a ausência da felicidade. Eu discordo, pois é possível estar triste e alegre ao mesmo tempo. Sua mãe te "ama" mas seu namorado terminou o suposto "romance", não é o fim do mundo
As pessoas não sabem apreciar os momentos no qual estão passando. A tristeza, na minha opinião, é um estágio de auto-conhecimento. Quanto triste, as pessoas em geral se fecham, e é aí que entra a fase em que você decide se jogar no travesseiro e chorar ou aproveitar o céu nublado e rever conceitos, talvez escrever um livro ou descarregar as energias em um triste quadro. Pinte um elefante ou cometa suicídio, a tristeza nunca vai passar, os fantasmas sempre assombrarão, depende da mente ferida decidir o caminho mais viável.
O frio da manhã cinzenta sempre é bom para os poucos excêntricos que ultrapassaram as barreiras de vários tabus e finalmente conheceram o mundo da forma que ele é. Um mundo cruel, que não é triste, e sim patético. A bela tristeza só é concedida para aqueles que realmente sofreram a vida de uma forma única e consistente, fazendo dela, a dor, uma das melhores fases, e assim, com a santa paciência, encontraram o verdadeiro eu-interior.
Muitos utilizam dela para suas fúteis e baratas chantagens emocionais, e para estes eu desejo toda a ignorância que a felicidade pode lhes causar, ou toda a felicidade vinda da ignorância, isso é relativo e irrelevante.
Do simples toque de alguma tecla do mais triste piano até um sutil corte feito por uma lâmina afiada, todos passaremos por momentos altos e baixos constantemente, em alguns casos os baixos prevalecerão, e então formaremos a massa de pseudo-góticos (que não se limitam apenas em trajar preto) que futuramente serão considerados realistas (às vezes imoralistas) psicológicamente desequilibrados. Cobaias de psiquiatras conturbados tentando entender algo que só é possível sentir, pra depois receitar calmantes que de nada resolvem e/ou recomendar o tão famoso manicômio, fim do drama.
A tristeza é o mais doce coro de mil fênix à beira da morte, e das cinzas surgem mil novas aves douradas flamejantes, prontas para bater asas através do vento gélido de manhãs cinzentas até a próxima desilusão mortal, desencadeando uma lei que até Darwin duvidaria, a lei da incógnita, onde a insanidade não tem delírios, onde as fênix podem cantas em paz, onde o amor não passa de uma palavra mal inventada e sem significado, onde as máscaras caem. A lei da incógnita mora dentro de casa uma das fênix que um dia foram meros passarinhos, no EGO. A lei da incógnita é exercidade de uma forma peculiar, e para aqueles felizes românticos ela sempre será uma incógnita.
*O referente texto está inserido no meu livro Filosofia de Bordel, que ainda está sendo escrito.
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