Por natureza, todos seres humanos têm seus segredos e mentiras, que por vezes torna-se um vício incontrolável e voraz. Vivemos em uma desgraça de mundo e para sobreviver é necessário sorrir e mostrar aquilo que as pessoas querem ver (ou pelo menos pensam querer). Somos forçados a simpatizar com o não simpático, caso este seja seu futuro patrão, ou simplesmente dizer "eu te amo" por obrigação.
Um Mundo chamado competição em que o fator mais importante é se sobresair de alguma forma (seja usando a roupa da moda, tornando-se ator global ou matando sete pessoas em um cinema com o intuito de virar notícia). De um jeito ou de outro todos nós, patéticos sacos de carne e lixo, caminhamos para um sucesso fútil de tentar mostrar quem é o melhor dos melhores no mundo e na galaxia (redundâncias a parte, somos todos um bando de fracassados).
Fracassados porquê os minutos de fama não passam de ilusões "placebianas" de um alter-ego grotesco e mesquinho. É essa a definição mais razoável para ter uma visão mediana de como as pessoas são, um alter-ego grotesco e mesquinho.
A bondade é algo muito relativo. É tão fácil doar um cesta básica ou até mesmo o clichê de ajudar uma velhinha atravessar a rua. Difícil mesmo é morrer por outra pessoa. Já viram alguém virando herói do mundo por tomar um tiro no lugar da pessoa amada? Acredito que não, e se houve um caso assim aposto dois maços de cigarro que não teve uma repercurção tão grande quanto a do homem de mil gols que até hoje é chamado de rei (que todo ano no Criança Esperança, como a maioria dos reis e rainhas de sucesso, doa uma mísera quantia de dinheiro e pensa que está salvando o mundo). Se todos tomassem o exemplo de Gandhi não estaríamos vivendo o que vivemos. Mas o meu intúito no momento não é mostrar uma solução, e sim como as pessoas são e como elas pensam (ou fingem ser e pensar).
Toda reflexão quando feita com calma resulta em pontos positivos, mas todas as vezes que me mantenho calmo e reflito perco a paciência com a negatividade de pensamentos que apontam pra uma única certeza: pessoas são patéticas (pra não dizer deploráveis, dependendo do momento e do humor). Ao que se refere a humanos e comportamentos só se tem a lamentar. Mortes e mais mortes causadas por guerras (frias ou não).
O coração humano criou mecanismos de defesa que vão contra a moral dos bons costumes (desde um garoto perdido nas drogas até um transexual sem rumo). A defesa tornou-se o ponto chave para a auto-destruição, tal como a depressão e a patologia da sócio-psicopatia (que ainda não é bem entendida).
Se para se defender é preciso usar da opressão ou da omissão, penso que o conceito de defesa precisa ser reestruturado ("Fume maconha e esqueça os problemas!").
*O referente texto está inserido no meu livro Filosofia de Bordel, que ainda está sendo escrito.
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3 comentários:
concerteza isso as pessoas fazem com a cara mais mal lavada que tem doar cesta básica na maioria das vezes pensam em oque irá ter em troca , é bem provável que ainda não teve esse caso do 'herói' só em filmes mesmo .
e poste aqui sempre sempre que irei lê todos os dias.
ju (LL):*****
Pois é, mas é assim mesmo.
O ser humano, nossa geração é uma geração de merda, como já dizia Tyler. "Nossas grandes guerras são guerras espirituais, e nossas grandes depressões são nossas vidas."
Geração vazia.
E ah! Essa é a maior máscara que essa geração usa... essa "the Bush`s war", a falta de noticias positivas nos jornais ("bondade" não vende mais, talvez por essa geração estar perdida já). É como a cabeça vazia de uma pessoa... uma pessoa que não tem problemas reais, e pra se sentir mais "vivo" ou real mesmo, cria ou simplesmente da valor demais pra problemas fúteis, como "meus deus... levei um fora, vou me matar". Só que não é só uma pessoa né... são TODAS as pessoas... com poucas, MUITO POUCAS exceções.
Enfim... a minha idéia sempre foi e sempre será a GUERRA... a unica maneira de "salvar" a humanidade. Acho que seria o unico modo das pessoas darem mais valor ao que tem.
Falei demais e nem sei o que to falando mais.
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